
Evolução de longo-termo, de paisagens
Moderadores: Pedro Proença e Cunha e Samira Abbasi
O estudo geomorfológico e a datação absoluta de geoformas, bem como de eventuais depósitos sedimentares associados, permite caracterizar longas evoluções de paisagens terrestres, abrangendo o Quaternário. Quer sejam em montanhas, em vales de rios, em campos dunares ou em escadarias de terraços marinhos.
Em Portugal continental, os registos geomórficos e sedimentares associados permitem pormenorizar evoluções de paisagens nos últimos ~2 Ma, bem como calcular taxas de soerguimento tectónico e identificar falhas activas, por exemplo.
Os actuais principais métodos de datação são muito variados, mas dependentes do tipo de material a datar e do intervalo temporal de aplicabilidade do método.
Assim, a datação por C14 só permite até 45 ka, a OSL-quartzo até ~40 ka em depósitos terrestres e até ~120 ka em depósitos costeiros, a pIRIR (feldspato-k) até ~300 ka em arenitos fluviais e até ~500 ka em arenitos costeiros, a ESR (quartzo) de ~200 ka a 4 Ma em arenitos, por nuclídeos cosmogénicos de ~100 ka a 4 Ma em depósitos ou superfícies rochosas, bem como por séries de urânio até 600 ka.
A colheita de amostras para datação deve ser feita por investigador que domine o método, para se evitar a obtenção de idades que não correspondem ao evento a datar.